“ Comprei uma bolsa de grife, mas ouçam que cara de pau: ela disse que ia me dar amor, acreditei, que horror. Ela disse que ia me curar a gripe, desconfiei, mas comprei. Comprei a bolsa cara pra me curar do mal, ela disse que me curava o fogo, achei que era normal. Ela disse que gritava e pedia socorro, achei natural. Ainda tenho a angústia e a sede, a solidão, a gripe e a dor e a sensação de muita tolice nas prestações que eu pago pela tal bolsa de grife.
— Bolsa de Grife, Vanessa da Mata